Músicas

23 outubro 2015

Eu Vejo em Preto e Branco

Eu vejo dias nublados e noites chuvosas. Eu vejo a tristeza por onde quer que eu passe. Eu velho olhos embaçados por lágrimas de sangue. Eu vejo livros antigos e acabados. Eu vejo contos de terror e não de fadas. Eu vejo tragédias em vez de romances. Eu vejo pesadelos ao invés de sonhos. Eu vejo monstros ao invés de humanos. Eu vejo demônios em vez de anjos. Eu vejo corações quebrados e pessoas se suicidando. Eu vejo ódio no lugar do amor. Eu vejo casas velhas e abandonadas. Eu vejo cacos de vidros espalhados pelo chão. Eu vejo caixões servindo de camas. Eu vejo rosas muchas e sem vida. Eu vejo carcaças de animais mortos. Eu vejo urubus sobrevoando uma cidade desgraçada. Eu vejo ruas escuras sem saída. Eu vejo túneis sem fim. Eu vejo pessoas se perdendo ao meio de labirintos. Eu vejo conhecidos mortos e sendo enterrados todos os dias. Eu vejo medo no rosto das crianças. Eu vejo casais se separando. Eu vejo almas atormentadas vagando sem rumo. Eu vejo guerras e nenhuma paz. Eu vejo fome e miséria. Eu vejo o apocalipse do mundo e a Morte ao meu redor.
Autora: Antonia Isadora de Araújo Rodrigues

14 setembro 2015

Romeu e Julieta

Um baile de máscaras. Duas famílias odiadas uma pela outra. Dois olhares que se encontram em meio a toda essa turbulência. Olhos que se reconhecem. Uma dança reivindicada por um sentimento. Lábios de um pecador que se chocam com os de uma santa. Um grande amor que nasce de um dos mais maiores ódios.
"Quem és tu que se encontra a baixo de minha sacada? És Romeu um dos Montéquios."
Um nome não equivale a mais nada se o amor encontrado nos olhos de dois amantes desfavorecidos.
O chame pelo nome que quiseres.
Um casamento és marcado. Só DEUS e o silêncio da igreja sabes os votos que foram trocados.
Um duelo sangrento que destrói a mais bela das felicidades. Exilado pela cegueira da vingança. Amantes desafortunados encontram-se em sua noite de núpcias.
O amanhecer é anunciado pela voz da cotovia e a partida é a mais difícil de dizer.
Adeus!
Destino amaldiçoado, quantas vezes tens que brincar com a infelicidade dos amantes?
Um casamento na casa dos Capuletos é marcado, Julieta têm que casa-se com o conde Páris.
"Frei Laurence preciso de sua ajuda para fugir desse destino que me és selado."
Uma poção do sono é tomada, mas não a morte és para ser levada. Uma carta é encaminhada, mas nunca chegaste a seu destino.
"Como estás minha amada Julieta?"
Morta!?
Viena espera. O túmulo de seus parentes tens que visitar para encontrar a sua doce amada. Mas uma luta travada e mais um a Morte levais.
A Morte não roubaste sua beleza. Um veneno mortal és tomado e um beijo sela o contrato com a Morte exorbitante.
"Por quê fizeste isso meu amado?"
"Não deixaste nem uma gota para mim?"
Guardas se aproximam e uma adaga é enfiada no peito de alguém que muito amou.
A tragédia mais épica une duas famílias que se odiavam.
O amor deles as uniu.
O que os contam estavam certos:
Nunca houve história mais triste que a de Julieta e seu Romeu.
Autora: Antonia Isadora de Araújo Rodrigues

13 maio 2015

País das Maravilhas

Conte-me uma história. Uma garota que cai dentro de uma toca de coelho. Uma bebida que diminui e um bolo que faz crescer. Uma chave que encontra-se em cima de uma mesa e que abre uma porta para um jardim incrível. Minhas lágrimas formam um lago enorme. Animais que correm em círculo para se secar, obedecendo a ordens de um pássaro Dodô. Sendo confundida pelo coelho branco e sendo chamada de Mariana. A procura das luvas do Sr. coelho branco. Fome, um lagarto descendo pela chaminé e todos achando que eu sou um gigante. Flores que falam, fofocam muito e acham que sou uma erva daninha, uma “praga” como elas dizem para elas. Ouvindo conselhos de uma lagarta. Sendo confundida mais uma vez e sendo chamada de “cobra” por um pássaro. Conhecendo dois irmãos gêmeos e começando a ter certeza que aqui só existe gente maluca. Um sorriso me aparece sem corpo nem nada, mas logo transforma-se num gato e não em um gato qualquer e sim um Cheshire. Convidada para um chá maluco com um chapeleiro louco que não sabe a diferença entre um corvo e uma escrivaninha, uma lebre de março que vive atacando todos os utensílios em nossa direção e um Leirão que só fica dormindo. Hoje é meu desaniversário \o/. Rosas brancas sendo pintadas de vermelhas. Cartas de baralho são a corte de uma rainha de copas. “Cortem –lhe a cabeça” é tudo que eu ouço a cada meio minuto. Flamingos são tacos. Ouriços são bolas. Tortas são motivos de julgamento. Estou no País das Maravilhas e não sabia? Ou estou louca, maluca, pirada, doida? Devo está em uma dessas definições, afinal fui pedida para contar uma história e agora me encontro saindo dentro de uma toca de coelho. Talvez O País das Maravilhas exista mesmo ou eu deva está sonhando. Vai saber? Quem sabe se todas aquelas maravilhas não vi mesmo? Como poderei esquecer qualquer um que esteve lá? Até os mais loucos eram divertidos. Devo está mesmo enlouquecendo só por causa de uma história, mas afinal as melhores pessoas são assim.
Autora: Antonia Isadora de Araújo Rodrigues